None
4 stars
That was a hard read. And we've learned nothing.
Stories from Rwanda
audio cassette, 200 pages
English language
Published Sept. 3, 2007 by Blackstone Audio Inc..
That was a hard read. And we've learned nothing.
De longe o livro que mais me custou ler. Não sabia muito sobre este tema, e ainda bem que escolhi esta obra para me informar. É impressionante a merda que o Ocidente fez e que acabou por influenciar e provocar estas atrocidades. Colonialismo, dividir os países sem respeito por cultura e tradições, dividir por etnias, incitar ao ódio. E depois, com todas estas asneiras, países como os EUA a recusar falar em genocídio, países como a França a financiar o genocídio, e a comunidade internacional a manter campos para os genocidas se armarem e se prepararem para tentarem novamente eliminar os Tutsis. Tanta tanta negligência da ONU, é impressionante. Só para se ter noção, a velocidade com que eram mortos Tutsis foi superior àquela com que Judeus morreram na 2a Guerra Mundial. E depois de tudo, o Ocidente a proteger genocidas e a dizer ao governo do Rwanda para se …
De longe o livro que mais me custou ler. Não sabia muito sobre este tema, e ainda bem que escolhi esta obra para me informar. É impressionante a merda que o Ocidente fez e que acabou por influenciar e provocar estas atrocidades. Colonialismo, dividir os países sem respeito por cultura e tradições, dividir por etnias, incitar ao ódio. E depois, com todas estas asneiras, países como os EUA a recusar falar em genocídio, países como a França a financiar o genocídio, e a comunidade internacional a manter campos para os genocidas se armarem e se prepararem para tentarem novamente eliminar os Tutsis. Tanta tanta negligência da ONU, é impressionante. Só para se ter noção, a velocidade com que eram mortos Tutsis foi superior àquela com que Judeus morreram na 2a Guerra Mundial. E depois de tudo, o Ocidente a proteger genocidas e a dizer ao governo do Rwanda para se integrarem sem problemas. Claro que sim, lógico. Sobreviventes que ficaram sem casa, viram os familiares a serem mortos, e têm de simplesmente aceitar o regresso sem consequências dos criminosos. Ah, e a ONU, depois de todas as filhas da putice que fizeram, ainda queriam supervisionar os julgamentos dos homicidas. Depois de anos a ver os crimes a acontecerem e a não fazerem nada. Povos não cometem um genocídio por acaso, ou porque está na biologia deles, como os ocidentais quiseram fazer parecer. Foi todo um conjunto de fatores que contribuiu para estes horrores. E a forma como a imprensa não quis saber de nada disto, e quando quis foi no sentido de vitimizar os genocidas, fds. Pode ajudar a sentirem menos culpa, claro, mas são mentiras sistemáticas. É tudo tão revoltante e difícil de aceitar. Ah, e kudos para a França por ter enviado tropas para apoiar os Hutus, quando estavam quase a ser derrotados. E pela homenagem no parlamento ao presidente que começou o genocídio. É incrível como o fdp do Clinton conseguiu ignorar este fenómeno durante todo o tempo que passou, e influenciou os outros países a fazerem o mesmo. Uma palavra para o Paul, gerente do hotel, que conseguiu salvar centenas de pessoas. Isto fez me lembrar tantas vezes as ações inócuas que se vão fazendo pelo mundo fora, em honra de X ou y país. Durante o genocídio, fizeram vários alertas na comunidade internacional, mas não fizeram praticamente nada para o evitar ou combater. Agora, vamos tendo bandeiras a apoiar a Ucrânia, quando tem havido anos e anos de permissividade em relação a um ditador que nunca o disfarçou. E relata-se o genocídio de Israel sobre a Palestina como se fosse apenas um conflito. Vamos só ignorar que potências como EUA estão a financiar aquilo que é de facto um genocídio. Ou vamos continuar deixar passar o facto de que empresas como Facebook são capazes de influenciar a permanência de regimes ditatoriais a seu bel-prazer. Mas, no fim de tudo, podemos dormir descansados, porque dizemos para nós que eles é que não querem ter paz e que não se sabem governar, como muitas vezes se faz cá em Portugal em relação às ex-colónias. Vão para o caralho.
Incredible writing, incredibly important, yet extremely emotionally taxing.