Ana-b92 rated Seize the Day: 4 stars

Seize the Day by Saul Bellow (Penguin Classics)
Tommy Wilhelm is a man in his mid-forties, temporarily living in the Hotel Gloriana on the Upper West Side of …
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Tommy Wilhelm is a man in his mid-forties, temporarily living in the Hotel Gloriana on the Upper West Side of …
Ler As Flores do Mal de Charles Baudelaire foi como caminhar por um jardim proibido, onde cada flor guarda um aroma sedutor e, ao mesmo tempo, um espinho oculto. Desde o primeiro poema, senti que Baudelaire não escreve apenas sobre beleza ou dor, mas sobre a tensão constante entre as duas.
A obra percorre temas como amor, morte, tédio, pecado e redenção, sempre com uma linguagem precisa e profundamente sensorial. Há versos que parecem pintar imagens diante dos olhos; outros soam como música, carregada de melancolia e desejo. Em muitos momentos, me vi dividido entre o fascínio e o desconforto, como se estivesse sendo conduzido por um guia que conhece todos os cantos sombrios da alma humana.
O que mais me marcou foi o modo como Baudelaire transforma a decadência em arte. Ele não disfarça o feio, o imoral ou o desesperador; pelo contrário, ele os envolve em ritmo e …
Ler As Flores do Mal de Charles Baudelaire foi como caminhar por um jardim proibido, onde cada flor guarda um aroma sedutor e, ao mesmo tempo, um espinho oculto. Desde o primeiro poema, senti que Baudelaire não escreve apenas sobre beleza ou dor, mas sobre a tensão constante entre as duas.
A obra percorre temas como amor, morte, tédio, pecado e redenção, sempre com uma linguagem precisa e profundamente sensorial. Há versos que parecem pintar imagens diante dos olhos; outros soam como música, carregada de melancolia e desejo. Em muitos momentos, me vi dividido entre o fascínio e o desconforto, como se estivesse sendo conduzido por um guia que conhece todos os cantos sombrios da alma humana.
O que mais me marcou foi o modo como Baudelaire transforma a decadência em arte. Ele não disfarça o feio, o imoral ou o desesperador; pelo contrário, ele os envolve em ritmo e beleza, como se dissesse que até a corrupção tem sua estética.
Percebi também o quanto seus poemas são atemporais. Apesar de escritos no século XIX, falam de inquietações que continuam vivas – o cansaço do cotidiano, a busca por intensidade, o desejo de transcender a mediocridade.
Ao fechar o livro, senti que As Flores do Mal não é apenas uma coletânea de poemas, mas uma experiência. É entrar num espaço onde prazer e angústia se entrelaçam, e onde, inevitavelmente, saímos transformados.
Ler Persuasão de Jane Austen foi como ouvir uma melodia suave que, aos poucos, revela notas de melancolia profunda. Anne Elliot, a protagonista, me conquistou pela discrição e pela força silenciosa. Oito anos antes, ela havia sido convencida a recusar o pedido de casamento de Frederick Wentworth, então um jovem oficial sem fortuna. Quando a história começa, Anne já tem 27 anos e vive resignada, cercada por uma família fútil e egocêntrica.
O reencontro com Wentworth, agora rico e respeitado, desperta emoções que ela acreditava adormecidas. Cada diálogo, cada troca de olhares carrega um peso de histórias não vividas. Austen, com sua ironia afiada, expõe o orgulho ferido e as inseguranças, mas também a esperança tímida de reconciliação.
O que mais me tocou foi a maturidade do enredo: não é a paixão impetuosa da juventude, mas o amor paciente, marcado pelo arrependimento e pelo reconhecimento dos próprios erros. A …
Ler Persuasão de Jane Austen foi como ouvir uma melodia suave que, aos poucos, revela notas de melancolia profunda. Anne Elliot, a protagonista, me conquistou pela discrição e pela força silenciosa. Oito anos antes, ela havia sido convencida a recusar o pedido de casamento de Frederick Wentworth, então um jovem oficial sem fortuna. Quando a história começa, Anne já tem 27 anos e vive resignada, cercada por uma família fútil e egocêntrica.
O reencontro com Wentworth, agora rico e respeitado, desperta emoções que ela acreditava adormecidas. Cada diálogo, cada troca de olhares carrega um peso de histórias não vividas. Austen, com sua ironia afiada, expõe o orgulho ferido e as inseguranças, mas também a esperança tímida de reconciliação.
O que mais me tocou foi a maturidade do enredo: não é a paixão impetuosa da juventude, mas o amor paciente, marcado pelo arrependimento e pelo reconhecimento dos próprios erros. A famosa carta de Wentworth, declarando que ainda ama Anne, foi para mim um dos momentos mais intensos e belos que já li.
Persuasão me deixou com a sensação de que a vida, às vezes, oferece uma segunda chance — mas é preciso coragem para agarrá-la. Austen, mais uma vez, me fez acreditar na delicada força dos reencontros.
Persuasion tells the love story of Anne Elliot and Captain Frederick Wentworth, whose sister rents Miss Elliot's father's house, after …